Para muitos de voces pode lhes parecer estranho que alguem venha a racionalizar sobre o amor. Mas a minha intenção aqui não é discorrer sobre o amor- paixão, o amor-romantico ou amor-carnal, que é ao qual muitos se referem no dia a dia, minha ideia aqui é expor pensamentos sobre o amor-incondicional - a si mesmo e ao cosmos. Com o termo cosmos me refiro a tudo que nos rodea, desde as consciencias (fisicas e extra fisicas) até o meio ambiente (terra e universo).
Entendo nesse momento da minha vida que o amor a si mesmo e ao cosmos pouco se diferem, uma vez que fazemos parte dele. O que muda é só o foco, o referencial que damos a nossa analise.
A ideia de amor que me é mais coerente é a do amor que existe independente de retorno, manutenção ou apego (meu próximo texto será sobre apego, pois esse ficaria muito longo caso resolvesse discorrer sobre um tema tão complexo e importante nesse momento do texto). Um amor que trancende nossa realidade mesológica e até mesmo nossa visão limitada.
Se formos estudar várias linhas filosóficas/religiosas, percebemos que toda forma de evolução até hoje divulgada, passa por esse amor incondicional ao qual me refiro. Um sentimento/pensamento/energia que temos e emanamos, e com isso nossa vida e nossos objetivos parecem ter mais sentido a nos mesmos, pois nos sentimos parte de um universo, nos sentimos uma peça importante que pode fazer diferença assistindo no que e a quem for preciso (apesar de fisicamente sermos moléculas de nada e uma poeira no que nem imaginamos que seja o universo). Nos sentimos úteis e começamos a ver resultados. Percebemos que por mais poeiras que possamos ser, conseguimos ajudar, e com isso, ser ajudado pois aprendemos sempre.
Escrevo sobre amor pois está sendo tema constante em meus pensamentos e auto-pesquisa; e acho que pode ser útil para alguém que for ler esse blog de ideias. Seria muito produtivo se todos nós pensassemos, racionalizassemos sobre qual tipo de amor é mais pro-evolutivo para cada um de nós – lembrando que somos todos únicos e necessitamos coisas diferentes – qual a real intenção quando se ama alguém/algo? Sua intenção é ser amado em troca? Existe algum ganho secundário no fundo? Você quer ser reconhecido pelo seu sentimento? Quer que todos saibam? Você ama somente o que acredita ser seu? Qual o tipo de amor é mais constante em sua vida? Isso é coerente com seus objetivos de vida? E com seus valores reais, é coerente?
Cada um sabe o que é melhor para si, pena que quase ninguém sabe disso. Coloca a responsabilidade nas mãos de outros (destino, coincidencias, deus...) e perdem a redea da propria vida parando de se escutar e fazendo o que devem.
E voce? Onde está nisso tudo?
3 comentários:
o q eu acho mais estranho no amor é a confusão que arrumam sobre paixão x amor.
amar é doar, ceder.
estar apaixonado é querer possuir, ter para sí.
um é altruista, para fora e o outro egoísta,para dentro.
mas o mais estranho é que são raras as pessoas que conheçem o amor de verdade... todo mundo conheçe o amor que vemos na novela, aquele "amor" quente que nos faz querer a pessoa "amada" ao lado...isso não é amor.. é paixão!
mas a frase "estou apaixonado por vc" não tem tanto imacto como "eu te amo" daí vc ve esta confusão toda...
seria legal se a galera entendesse definitivamente o ponto alto da doutrina ensinada por Jesus: Amar a todos como a si mesmo (ou simplesmente amar).
e eu te amo....
gostei rê...é por isso que a maioria das relações não da certo, pois um deseja ter o outro pra si, e não podemos ter ninguém e ninguém tem a capacidade de nos fazer feliz, só nós mesmos...bjão
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